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O dia em que quase apanhamos na Rússia.

Capa

Todos dizem que os russos são frios, fechados e muita gente diz até que são grossos, porém em nossa viagem para a Rússia, não tivemos nenhum problema, muito pelo contrário sentimos muita simpatia por parte deles. A exceção de tudo isso aconteceu uma única vez quando quase apanhamos na Rússia, depois que pegamos uma babushka muito irritada! Confira como foi:


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Quase apanhamos na Rússia:

A fama de que os russos são grossos não nos pareceu verdadeira depois que voltamos de lá. Como Curitibano, convivo com curitibanos a mais de 30 anos, estou super acostumado com pessoas frias, restritas e de poucas palavras (tenho que falar que a cidade está mudando muito), talvez por isso não tenha sentido nada de mais quando estivemos na Rússia, muito pelo contrário, achamos todos os russos que tivemos contato muito simpáticos por sinal… Fizemos até um post falando sobre o que achamos  da Rússia e dos russos, clique aqui para ler.

Talvez o fato de sempre ter se aproximado deles falando em russo tenha contribuído muito para a “recepção simpática”, mas como toda regra tem uma exceção e hoje vamos contar o que aconteceu conosco no dia em que fomos comprar passagens para ir até a capital da Estônia, Tallinn.

babushka_Russian

Babushka russa.

Estávamos na fila do guichê e apenas uma babushka – бабушка (vovó) atendia no caixa. Tudo ia bem até que ela pegou o primeiro gringo… O cara não falava uma palavra em russo (nem ela inglês) e já foi meio difícil para a vó vender a passagem… Tudo bem, foi difícil mas deu tudo certo e até então a vovó estava de boa. Passaram mais 2 russos no guichê e logo chegou a vez da gringa que estava quase a nossa frente.  Logo com certa dificuldade de comunicação a vovó conseguiu entender que a menina queria uma passagem para a cidade X. O problema foi escolher o horário. A senhorinha mostrava na tela do computador o destino e horário e a menina confirmava. Logo a senhora imprimia a passagem e a menina dizia que não era aquele horário… Lá vai a senhora indicar na tela mais uma vez – “São Petersburgo à cidade X às 14h isso???” A menina confirmava e logo… dizia que não e não… A pessoa que estava a nossa frente tentou ajudar mas a menina não se decidia e o processo se repetiu mais umas 3 ou 4 vezes até a menina aceitar a passagem.

Mesmo sem entender uma palavra em russo dava pra entender muito bem o horário (já que eram numéricos) e o destino na tela do computador, mas não sei qual era a dificuldade da menina e porque resolveu mudar o horário um monte de vezes. De qualquer forma, após varias tentativas finalmente deu certo e a passagem dela foi emitida. Nessa altura do campeonato a vovozinha já estava bufando e com sangue nos olhos!

Logo os russos que estavam a nossa frente compraram suas passagens e chegava a nossa vez… Como já tinha percebido que a vozinha já tava dando piti, imaginei que conosco ela ia surtar, então já havia perguntado para a senhora que estava atrás da gente se estava certa a frase que eu ia falar em russo “quero uma passagem para Tallinn, que horas tem ônibus”. A senhora me disse que estava certo e que dava pra entender muito bem.

Assim que chegamos no guichê a senhora deu aquela olhada e resmungou alguma coisa, antes mesmo de eu falar, tipo: “Ai meu Deus, mais um, eu mereço”.  Logo mandei aquela frase em russo que ensaiei na fila, pensando comigo: sou foda, falo russo e a vó não ficará indignada. – “Quero uma passagem para Tallinn, que horas tem ônibus”… Logo veio a resposta em forma de pergunta e eu já não entendi mais nada, mesmo porque ela não fazia questão de falar devagar e já não tava com paciência de tentar explicar com simpatia. A senhora que estava atrás da gente ajudou e explicou mais lentamente que existiam 2 empresas, uma mais barata e uma mais cara. Ahhh beleza! – “Queremos a mais barata”  – “Que horário?” Perguntou a velinha. “Qual tem?” respondi… A resposta veio com um russo rápido e não me permitiu entender nada. Fiquei com cara de paisagem na frente dela, perguntando o que??? Logo a velha começou a xingar e tampouco entendi nada. As pessoas da fila compraram a parada e começaram a bater boca com a vó. Entendi muito bem que eles falavam “eles são turistas, não falam russo! Faça o seu trabalho!” A senhora levantava, enfiava a cabeça no buraco do guichê e mandava um xingão pra todo mundo na fila e o negócio virou em um reboliço, foi até engraçado de ver, mas se eu desse risada apanhava da vó.

Русская бабушка - quase apanhamos na Rússia

Babushka russa (ilustrativa) e o dia em que quase apanhamos na Rússia.

Logo ela escreveu em um papel os horários enquanto discutia com os demais e disse “estes são os horários! Qual horário!?”. Eu olhei e apontei com meu dedo “esse horário”, – “qual horário!!!???” perguntou a senhora mais nervosa que peixe na semana santa. Mais uma vez indiquei com o dedo “este horário aqui!!!”, já que nestas horas já não conseguia pronunciar o pouco russo que sabia. O problema era que de onde ela tava, ela não visualizava meu dedo indicando o horário e eu nem tinha percebido. Fui perceber quando ela deu uma porrada na gaveta de dinheiro que estava aberta, que pensei que tinha quebrado tudo. Neste momento juro que se ela tivesse cara a cara ela dava umas porradas na gente, haha!

Quando percebi que ela não estava enxergando o horário que eu indicava, peguei o papel e levantei a altura que ela pudesse ver, claro que neste tempo todo ela ainda batia boca com a galera da fila, já que o reboliço não tinha acabado…

Por fim saiu nossa passagem e a vovó nos entregou com sangue nos olhos, resmungando conosco e com o resto da galera da fila. A gente agradeceu a ela e também à galera da fila. Nisso alguns pediram desculpa e falaram algumas coisas que não entendi direito, mas pela lógica consegui assimilar. Voltamos para o centro, já que o ônibus partia pela noite. Quando voltamos para ir para a Estônia a senhora já não estava mais no guichê.


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Este post não tem como objetivo criticar, muito menos julgar a senhora, já que sabemos exatamente como ela se sentia, pois trabalhamos no comércio lidando com pessoas durante todo o dia e a vontade que temos é de fazer a mesma coisa em muitas vezes ao longo do dia. Só fizemos o post porque achamos a situação engraçada e queríamos compartilhar com você! Aliás, já fica a dica, sempre que for visitar algum país, aprenda algumas palavras básicas e o alfabeto… Talvez se os primeiros 2 gringos (principalmente a menina que fez ela imprimir umas 6 passagens) tivessem se espertado um pouco mais, não teríamos passado pela velinha tão furiosa!

vózinha-russa

Babushka russa.

Mas não se assuste, conforme já falamos anteriormente aqui e em outros posts, os russos são mais simpáticos e preststivos do que pensamos, principalmente quando você chega até eles falando algumas palavras em russo! Aprender algumas palavras, mesmo que poucas como um bom dia, um por favor, um desculpe e um obrigado são fundamentais e suficientes pra ganhar a simpatia dos russos!

Nós fizemos um post com frases em russo importantes para uma viagem pra Rússia e temos certeza que estas frases poderão te ajudar bastante.

Ah!!! A propósito, depois que pegamos o ônibus para Tallinn, tivemos mais uma situação bastante curiosa na imigração da Estônia, graças ao Pelé não fomos barrados, confira também o post de como o Pelé nos salvou lá na Estônia.


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12 Respostas para O dia em que quase apanhamos na Rússia.

  1. Mariana Bueno disse:

    ahahaha me diverti lendo o relato! O bom desses perrengues é que, depois que tudo passa, ficam as boas histórias pra contar. E ainda bem que no fim tudo deu certo!

  2. rui batista disse:

    :)))) Excelente história!! Há boa gente me todo o lado… e alguma menos bem disposta. Confesso que na Rússia encontrei mais gente alcoolizada – e, depois, com feitio conflituoso – do que sorrisos abertos. No vosso caso, nada como uma bela excepção… que deu uma excelente história para partilhar :)

  3. Luís Seco disse:

    Ahahaahh. Muito boa, a história. A verdade é que o mundo tem muito mais gente simpática e acolhedora do que gente ameaçadora e que nos quer fazer mal. Não há porque ter medo de sair viajando por aí. Muito bom relato.

  4. Murilo Pagani disse:

    hahahahaha

    Fiquei tentando imaginar essa cena!! Sem dúvida quando vcs perceberam o trabalho que os outros turistas estavam dando, já sabiam que viria chumbo grosso! hahahaha

    Bom, pelo menos a galera da fila estava apoiando vocês… hehehe

    Abraço!

  5. aeahauhe eu teria me assustado muito com o soco na gaveta aheuahe mas sei q deve ser dificil msm se comunicar, ainda bem q a galera da fila foi suave, se n vish

  6. Cil disse:

    Fui para lá em dezembro e percebi que eles eram muito prestativos comigo pq pensavam q eu era russa, mas quando eu abria a boca e mandava um inglês a situação mudava. Também tive dificuldade para comprar ticket de trem, as mulheres da informação não sabiam nada de inglês, fico pensando como o pessoal da copa irá sofrer pq eles não fazem muita questão de ajudar gringos. Pior de tudo é vc mandar um oi russo pq dai eles começam a falar desesperadamente em russo e vc não entende nada! Tentei esse tática, p mim não deu certo pq eles não entendiam “sorry, i am not russian”. Amei o relato e o blog!

    • Itamar Japa disse:

      kkk,verdade Cil, quando vc fala alguma coisa em russo eles aceleram a conversa, hehe! Sei bem como é… Porém, tem a parte de que quando vc fala algo em russo eles fazem de tudo pra te ajudar, mesmo que você não entenda muito, heheh…

      Obrigado por compartilhar a experiência. :)

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