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Vulcão Rano Kau e a trilha mais bonita da Ilha de Páscoa.

Um dos primeiros lugares que visitamos quando estivemos na Ilha de Páscoa, foi o Vulcão Rano Kau. E não foi por acaso, fizemos questão de priorizar este Vulcão, pois é um dos lugares mais fantásticos da fantástica Ilha Rapa Nui.

Nesse post falo sobre a trilha de acesso ao Vulcão e todos os atrativos, ao longo dos 10 km (aproximadamente) que vão desde o Museu Rapa Nui, em Hanga Roa, até a Aldeia Cerimonial Orongo, no Vulcão Rano Kau.

A trilha até o Vulcão Rano Kau

A trilha é bem sinalizada, com placas numeradas indicando as 23 atrações (23 tukis)  e mesmo que você não queira encarar a subida até o vulcão, recomendo que siga a trilha pelo menos até as cavernas, porque os visuais são demais. Se você não está em boa forma física, pense bem pra continuar o trajeto após as cavernas, apesar de belas paisagens, a trilha consome tempo e energia, além disso, na maioria do percusso não existem árvores e a caminhada é feita sob sol, normalmente bem forte. Fique atento a mudanças de tempo, porque a chuva pode chegar de repente.

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Trilha de acesso ao Vulcão Rano Kau. Foto: Itamar Japa.

O caminho inicia no Museu Rapa Nui (tuki 1), que eu só passei na frente e não visitei… Sabem aquele negócio de ir deixando pra depois, tipo amanhã vamos, amanhã vamos… Pois é, chegou no último dia da viagem e ainda não tínhamos ido, resumindo não deu tempo. E olha que gosto muito de museu, história e tudo mais, ainda mais em um lugar daqueles, lamentável!

Complexo Cerimonial Tahai

Seguindo a trilha, chegamos ao Complexo Cerimonial Tahai (tuki 2). Este complexo é formado por um conjunto arqueológico que inclui: 3 Ahus (bases cerimoniais que sustentam os Moais), uma réplica das casas existente em Orongo (vila cerimonial, localizada junto ao vulcão Rano Kau) e alguns Moais caídos em estado natural.

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Complexo Tahai. Foto: Itamar Japa.

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Cabeça de um Moai caído no Complexo Tahai. Foto: Itamar Japa.

Os 3 ahus que formam o complexo:

Ahu Ko Te Riku, é o Ahu que porta o único Moai da ilha que foi restaurado com olhos (feitos com corais). Supostamente, nos mostra como eram os olhos dos demais Moais, antes dos supostos conflitos entre tribos. Este Ahu é o único do Complexo Tahai, que possui Pukao (enfeite sobre a cabeça, que teoricamente, representa o penteado utilizado pelos Rapa Nui da época).

Ahu Tahai, também carrega um único Moai. Acredita-se que este Moai possa ser um dos mais antigos da ilha.

O Ahu Vai Ure é o terceiro Ahu do complexo e é o Ahu mais destacado da região. Sobre ele estão 5 Moais em vários estágios de preservação. Originalmente o Ahu possuia 6 Moais.

A região do complexo Tahai, é o melhor lugar da ilha para apreciar o pôr do sol. No final da tarde dezenas de pessoas lotam o gramado que fica em frente aos Ahus, para contemplar o pôr do sol que definitivamente figura entre os mais fantásticos que já vi.

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Ahu Ko Te Riku, o único Moai com olhos em Rapa Nui. Foto: Itamar Japa.

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Ahu Tahai e um dos Moais mais velhos da ilha. Foto: Itamar Japa.

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Ahu Vai Ure. Foto: Itamar Japa.

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Final de Tarde no meio do pacifico. Foto: Itamar Japa.

Seguindo a trilha, encontramos o Cemitério Tahai (tuki 3), que foi inaugurado em 1951. Neste cemitério descansam pessoas importantes da ilha, como Uka A’Hey A’Rero, a esposa do rei rapa Nui Atamu Tekera. A cruz existente no centro do cemitério, foi talhada sobre um Pukao original de um dos Moais do complexo Tahai.

Vulcão Rano Kau Rapa Nui-5

Cemitério Tahai. Foto: Itamar Japa.

Na continuação do caminho, passamos pelo Ahu O’rongo (tuki 4). Ali já existiram 5 Moais, mas foram destruídos para, entre outras coisas, construção de casas. Um dos Moais foi levado para França em 1872 por um navio da marinha francesa, na verdade levaram só a cabeça, porque não conseguiram levar o Moai inteiro.

Caminhando pela rua Policarpo Toro, encontra-se a enseada Hanga Roa O’Tai  (tuki 5), uma das 5 enseadas mais importantes da ilha, nesse local estão ancorados diversos barcos de pescadores e também estão as principais agencias de mergulho da Ilha. É o ponto de desembarque dos Navios transatlânticos que chegam a ilha. Esta localidade é conhecida com Plaza Hotumatu’a.

Vulcão Rano Kau Rapa Nui

Hanga Roa O’Tai. Foto: Itamar Japa.

Vulcão Rano Kau Rapa Nui-39

Hanga Roa O’Tai. Foto: Itamar Japa.

Seguindo, temos o Ahu Tautira (tuki 6) e o Ahu Apina (tuki 7), e mais adiante a indicação do local onde afundou um navio Italiano (tuki 8).  Mais a frente, seguindo pela costa existe uma pequena rosa dos ventos com a distância de Rapa Nui pra alguns lugares do mundo (tuki 9).

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Rosa dos Ventos. Foto: Itamar Japa.

O ponto seguinte é o Motu Taka Rua (tuki 10), uma ilhota onde as ondas estouram e proporcionam um grande show. Se o mar tiver grande e agitado sente-se por alguns minutos e aprecie o espetáculo da natureza!

Vulcão Rano Kau Rapa Nui-3

O espetáculo da natureza. Foto: Itamar Japa.

Seguindo pela costa chegamos a outra enseada, esta é chamada Hanga Piko (tuki 11) e é menos turística e mais autentica que a enseada anterior. Neste local também existem barcos de pescadores e 2 agencias de mergulho (nós mergulhamos com uma delas, eu conto mais depois) e além disso também existe um pequeno molhe.

No centro de Hanga Piko está o Complexo Cerimonial Riata, constituído pelos Ahus Ataranga, Ahu Ana Hoto Huero e o  Ahu Riata (tuki 12). Próximo ao complexo está a caverna Kororupa.

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Ahu Riata. Foto: Murilo Medeiros.

Seguindo pela Avenida Atamu Tekena, pode-se observar o final do aeroporto de Rapa Nui, o Aeroporto Mataveri (tuki 13), este aeroporto possui uma das maiores pistas de aterrissagem do Chile (3,350 m). O tamanho da pista deve-se aos tempos de amizade do Chile com os EUA, na década de 80, quando a NASA deixou a pista a disposição pra aterrissagens de emergência de transportadores espaciais – a pista nunca chegou a ser utilizada para este fim.

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Avião da LAN chegando no aeroporto de Rapa Nui. Foto: Itamar Japa.

Finalmente chegamos ao último destino antes do inicio da subida ao Vulcão Rano Kau, trata-se da Caverna Ana Kai Tangata (tuki 14), em Rapa Nui moderno: “Caverna dos comedores de homens” – Canibais.

Existem suspeitas que os Rapa Nui praticavam atos de canibalismo, mesmo que sem provas arqueológicas. A caverna é de  fácil acesso e possui um visual deslumbrante, com águas cristalinas em diversos tons azuis. As ondas se chocam com as paredes da caverna de maneira brutal, proporcionando um belo espetáculo da natureza. No interior da Caverna existem pinturas rupestres. Existe uma segunda tradução para Ana Kai Tangata, numa variante Rapa Nui, que pode ser traduzida mais ou menos como “Caverna para ensinar”, essa versão – menos assustadora –  diz que ali eram fabricadas canoas e também era onde ensinavam as técnicas de fabricação das canoas da ilha.

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Acesso à Caverna Ana Kai Tangata. Foto: Itamar Japa.

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Ana Kai Tangata. Foto: Murilo Medeiros.

Esta impressionante caverna, formada a mais de um milhão de anos pelos rios de lava vulcânica do Rano Kau, também servia para abrigar o vencedor da competição do homem pássaro (um torneio anual disputado entre todas as tribos da ilha para decidir o novo rei), que acontecia no cume do vulcão.

Seguindo adiante está o Ahu Rei Inga Peta (tuki 15), que é o único setor cerimonial nesta região. Também é interessante verificar as  estruturas de pedras construídas para proteger as plantações e principalmente mante-las úmidas, estas construções são chamadas Manavais (tuki 16) e possuem de 3 a 10 metros de diâmetro. Eram (e são) utilizadas desde os tempos dos Rapa Nuis, para plantações já que a ilha é praticamente inteira constituída por rocha vulcânica.

Logo à frente, uma placa com indicação “pé do Vulcão Rano Kau” (tuki 17), indica o início da subida e caminhando alguns minutos chega-se a0 primeiro mirante natural da cidade de Hanga Roa, a Estação de Observação Geológica (tuki 18), de onde é possível ter uma vista panorâmica de Hanga Roa e dar uma descansadinha na sombra, uma das últimas pelo caminho.

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Murilo e eu (encolhendo a pança pra foto). Foto: Itamar Japa (com ajuda do tronco)

Mais a frente está a placa que indica que você está na trilha chamada  Te Ara o Te Ao (tuki 19). A tradução fica mais ou menos como “o caminho do controle” e é uma referência ao ritual do homem pássaro.

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Seguindo a trilha chega-se a única sombra da região, trata-se da estação de descanso (tuki 20). Aproveite a sombra e curta o visual e a tranquilidade do local.

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Última sombrinha, aproveita. Foto: Itamar Japa.

Depois de descansar, prepare-se, porque após uma caminhada íngreme, você irá contemplar um dos visuais mais belos da ilha, a impressionante cratera do Vulcão Rano Kau.

Vulcão Rano Kau 

O Vulcão Rano Kau (tuki 21) é um dos 3 vulcões responsáveis pela formação da ilha, juntamente com os vulcões Poike e Terevaka. Estima-se que o Ranu Kau tenha mais de 2 milhões de anos.

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Vulcão Rano Kau! Foto: Itamar Japa.

Situado no extremo sudoeste da ilha, o “vulcão extenso” traduzido do Rapa Nui, é o vulcão mais próximo a Hanga  Roa. Está localizado a 324 metros sobre o nível do mar e possui uma cratera com mais de 1500 metros de diâmetro. Dentro dessa cratera existe uma lagoa com cerca de 250 metros de profundidade. A vegetação que predomina na lagoa é a Totora e os Juncos, muito utilizada na construção de barcos e roupas tipicas – é a mesma vegetação das ilhas flutuantes de Uros, no Peru.

o Vulcão Rano Kau é um dos cartões postais mais divulgados da ilha e quando nos deparamos com a imensidão desse vulcão, comprovamos que os Moais realmente não são os únicos atrativos da ilha.

Seguindo pela rota, margeando a imensa cratera chega-se a Estação de descanso 2 (tuki 22) dali é possível observar a cratera de um novo angulo.

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O Rano Kau visto de outro angulo. Foto: Murilo Medeiros.

O último atrativo da trilha demarcada é a entrada pra a Aldeia Cerimonial Orongo (tuki 23), onde está o maior sitio arqueológico da ilha. São cerca de 55 casas, construídas pra realização da competição do Homem Pássaro e para o culto ao Deus Make-Make.

Para ter acesso a Aldeia Orongo é preciso adquirir a entrada ao Parque Nacional de Rapa Nui. Você pode comprar ali mesmo na entrada de Orongo, no aeroporto (dizem que é mais barato, mas eu paguei o mesmo preço!) ou ainda na entrada do Vulcão Rano Raraku. O bilhete dá direito de entrada (uma única vez) na aldeia Orongo e no vulcão Rano Raraku (a fábrica de Moais).

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Orongo. Foto: Itamar Japa.

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Casa em Orongo. Foto: Itamar Japa.

Para os aficionados por carimbos no passaporte uma boa notícia, a entrada ao Orongo dá direito a uma carimbada.

Outro detalhe, é que o acesso ao vulcão pode ser mais fácil e menos cansativo do que o escolhido por nós. É Possível chegar ao vulcão em automóvel, moto ou bicicleta, por uma estrada de chão batido de aproximadamente 6 km. Claro, você não verá tantos visuais como nós, no entanto não vai cansar.

Apreciamos o pequeno museu junto a entrada, os belos visuais de Orongo, a cratera por outro ângulo, as casas cerimoniais do sitio arqueológico de  Orongo, o lado sul do vulcão (deteriorado pela ação do vento e das ondulações) e estávamos prontos pra voltar pra Hanga Roa, como a maioria dos visitantes fazem. Masssss enquanto caminhavamos com sentido a Hanga Roa,  avistei 2 pequenos pontos lá do outro lado da cratera e percebi que eram duas pessoas, logo concluímos que se aqueles 2 pontinhos estavam lá, nós também iríamos.

Vulcão Rano Kau

E aqueles pontinhos lá do outro lado!? Claro que também fomos lá! Foto: Itamar Japa.

Começamos então a caminhar até lá, encontramos “os pontinhos” na metade do caminho e ao cumprimentá-los percebi que eram brasileiros. Seguimos adiante e ao chegar lá daquele lado, agradeci muito por ter visto “os pontinhos”, porque o visual é de tirar o fôlego! Pra quem tiver disposição, eu realmente recomendo a esticada até o outro lado do Vulcão Rano Kau, vale a pena.

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Vista a partir do outro lado da cratera. Foto: Itamar Japa.

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E valeu a pena… Foto: Itamar Japa.

E pra voltar, a gente teve a ideia mirabolante de cortar pelo meio da mata e sair no Ahu Vinapu, pois bem, a ideia até que é boa, o problema é que calculamos mal a distância e não é tão perto como pensamos, deveríamos ter descido pela trilha mesmo e ter ido à Vinapu outro dia de carro. Mas já que começamos fomos, cortando campos e florestas.

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– Será que vamos? – Agora já estamos na metade! Foto: Itamar Japa.

Já estávamos cansados e quando chegamos em Vinapu vimos que todos os Moais estavam caídos, nem fomos até eles…

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O mais perto que chegamos do Ahu Vinapu. Foto: Itamar Japa.

Dali até Hanga Roa a pé e cansado não é fácil, é só estrada sem nada pra ver e desanima! Detalhe: nós deveríamos ter ido lá ver o Ahu de perto, já que a construção deste Ahu é similar as construções existentes em Cusco, no Peru.

De qualquer forma a visita ao vulcão Rano Kau, foi um dos pontos altos da viagem à Ilha de Páscoa, é um lugar realmente fantástico!

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